Cliente

Tecnologias Utilizadas

Ocean Framework, C#, .NET, Python (modelos de IA)

A Situação

A simulação numérica de reservatórios opera tipicamente em duas escalas distintas. Modelos geológicos de alta resolução, que capturam a heterogeneidade do meio poroso com fidelidade, e modelos de simulação com discretização mais grosseira, que viabilizam tempos de execução compatíveis com fluxos operacionais e estudos de incerteza. A transferência de escala (scale transfer, ST) é o procedimento que converte propriedades petrofísicas, como porosidade e permeabilidade, da malha fina para a malha grosseira, condensando múltiplos valores em um único valor representativo por célula.

Em reservatórios homogêneos, esse procedimento é relativamente bem comportado. Em reservatórios altamente heterogêneos, como os carbonatos do pré-sal brasileiro, a transferência de escala se torna um dos maiores desafios da simulação de reservatórios: a redução de resolução pode comprometer informações essenciais para a qualidade dos resultados, levando a previsões de produção menos confiáveis.


O Desafio

Para mitigar essa perda de informação, o grupo UNISIM/CEPETRO, da Unicamp, desenvolveu metodologias específicas de transferência de escala para reservatórios carbonáticos, baseadas em setorização do reservatório e na aplicação de fórmulas distintas de ST por região, complementadas por técnicas de clusterização, métodos específicos para cada propriedade petrofísica e ajuste de pseudo-curvas de permeabilidade relativa.

O desafio do projeto era duplo: levar essa metodologia acadêmica para um cenário de uso operacional na indústria de Óleo e Gás e, ao mesmo tempo, incorporar inteligência artificial ao processo, ampliando sua aplicabilidade e tornando o custo computacional competitivo frente ao uso direto de modelos de alta fidelidade. Tudo isso integrado ao Petrel, plataforma onde os modelos geológicos e de simulação efetivamente vivem.


Resultados Obtidos