
Ocean Framework, C#
A Petrobras precisava de uma ferramenta integrada ao Petrel® capaz de auxiliar engenheiros de reservatório na avaliação de pressões limite de injeção de água, utilizando como critério de segurança a reativação de falhas geológicas do reservatório. O problema é fisicamente complexo: depende da espessura do reservatório, do overburden, da inclinação da falha, da configuração de carregamento e da interação dinâmica com a operação de injeção ao longo do tempo.
A análise mecânica rigorosa desse cenário envolveria a execução de simulações em elementos finitos para cada configuração investigada, o que é inviável dentro do fluxo operacional de uma equipe de engenharia de reservatórios.
O desafio era oferecer a precisão de uma análise mecânica de elementos finitos com a agilidade necessária para a rotina de campo, integrando essa capacidade nativamente ao ambiente Petrel. Era preciso ainda permitir que essa análise fosse atualizada continuamente em função dos resultados das simulações de fluxo já executadas, identificando ao longo do tempo as células do reservatório onde a pressão atinge o limite crítico de reativação de falhas.
A evolução natural do produto exigiu, em uma segunda fase, a automatização completa da extração dos parâmetros geométricos diretamente da árvore de dados do Petrel, eliminando entradas manuais, e a integração direta dos resultados com simulações de fluxo em múltiplos timesteps.

A estratégia de consulta a banco de dados de elementos finitos pré-calculados entregou a confiabilidade da análise estrutural rigorosa com tempo de resposta compatível com o fluxo operacional das equipes de engenharia de reservatórios.

A evolução para extração automática de parâmetros e integração direta com simulações de fluxo eliminou o trabalho manual de configuração caso a caso, transformando uma análise pontual em uma ferramenta de monitoramento contínuo da operação de injeção.

Os mapas de máximas variações de pressão fornecem aos engenheiros uma visão consolidada e imediata das regiões do reservatório mais próximas do limite de reativação de falhas, apoiando decisões de planejamento de injeção e mitigação de riscos operacionais.

A relação contínua com a Petrobras permitiu que o PLIM evoluísse em ciclos sucessivos, sempre alinhado às necessidades reais das equipes técnicas, mantendo a ferramenta relevante e operacional ao longo de múltiplas fases do seu ciclo de vida.