
Ocean Framework, C++, Qt, C#
A CGG (atual Viridien) mantinha o Twister, uma biblioteca computacional que modela diversos objetos das áreas de engenharia de reservatórios e geofísica. A biblioteca expõe esses objetos por meio de uma API pública consistente, permitindo que aplicações externas consumam suas estruturas de dados e algoritmos de forma padronizada.
A capacidade técnica encapsulada no Twister era considerável, mas seu uso ainda dependia de aplicações externas ao ambiente padrão de modelagem das equipes de E&P. Para a CGG, fazia sentido estratégico levar essa biblioteca para dentro do Petrel, plataforma consolidada do mercado de geociências, ampliando o alcance e a usabilidade do Twister entre operadoras e equipes técnicas.
A integração de uma biblioteca C++ de porte como o Twister ao Petrel exige cuidado em múltiplas dimensões. É preciso preservar a integridade da API pública da biblioteca, evitar perda de desempenho na comunicação entre os dois ambientes, manter a fidelidade dos objetos de domínio (representações geológicas, geofísicas e de reservatório) na travessia entre os mundos C++ e .NET, e oferecer uma experiência de uso natural para o geocientista que opera o Petrel.
Tudo isso conservando as interfaces gráficas nativas em Qt da biblioteca, evitando o custo de reimplementação visual e mantendo coerência com o ecossistema da CGG.

A capacidade técnica do Twister, antes consumida por aplicações externas, passou a estar disponível nativamente no fluxo de trabalho padrão das equipes de geociências, ampliando significativamente o alcance da biblioteca.

A estratégia de integração manteve as interfaces gráficas originais da CGG operando a partir do Petrel, garantindo continuidade com o ecossistema da empresa e evitando o custo de reimplementação visual.

A arquitetura de integração entre o núcleo C++/Qt do Twister e o ecossistema .NET do Petrel foi projetada para preservar a fidelidade dos objetos de domínio na travessia entre os dois mundos, mantendo o desempenho computacional da biblioteca original.

O projeto reforçou a relação técnica da DeepSoft com a CGG, demonstrando capacidade comprovada em integrar bibliotecas científicas complexas, escritas em C++ e Qt, ao ecossistema Petrel.