
Ocean Framework, Fortran, C#
A Petrobras possuía o DEnDE, um software proprietário desenvolvido pelo CENPES, fruto de um programa de pesquisa de longo prazo em parceria com a UFRN e a PUC-Rio. A ferramenta calcula atributos sísmicos avançados a partir da decomposição espectral por transformada contínua de wavelet, oferecendo aos geofísicos uma visão da regularidade local do sinal sísmico que vai além do que os atributos convencionais de amplitude e coerência conseguem revelar.
Apesar do robusto embasamento científico e da capacidade comprovada em estudos de campos da Bacia de Campos, o DEnDE operava como aplicação totalmente independente (standalone), fora do ambiente de interpretação consolidado das equipes da companhia.
O uso do DEnDE como software separado gerava atrito operacional significativo. A equipe técnica perdia tempo exportando e importando grandes volumes de dados sísmicos entre o DEnDE e o Petrel, interrompendo a fluidez da análise interpretativa e limitando o uso cruzado das funcionalidades nativas do Petrel com os atributos avançados do DEnDE. Além disso, a curva de adoção da ferramenta entre os geofísicos da companhia era limitada pela falta de integração com o ambiente de trabalho padrão.
Era preciso preservar todo o rigor científico do núcleo de cálculo original em Fortran, fruto de mais de uma década de pesquisa, e ao mesmo tempo entregá-lo dentro do Petrel com uma experiência de uso fluida e interativa.

Fim do transporte manual de grandes volumes de dados sísmicos entre diferentes plataformas, eliminando uma fonte recorrente de atrasos e erros no fluxo de interpretação.

O DEnDE passou a utilizar os algoritmos, mecanismos e ferramentas de visualização nativas do Petrel, operando no mesmo ambiente de trabalho que os demais atributos. Os volumes gerados pelo DEnDE são diretamente utilizáveis em horizon slicing, time slicing, co-rendering com amplitude e demais workflows padrão de interpretação.

Ganho expressivo de tempo e eficiência para os geocientistas da Petrobras, que passaram a realizar a parametrização interativa, a análise e a comparação dos atributos avançados de forma ágil e centralizada, sem sair do ambiente Petrel.

A estratégia de preservar o núcleo de cálculo original em Fortran garantiu que todo o investimento da Petrobras em pesquisa, ao longo de mais de uma década com CENPES, UFRN e PUC-Rio, continuasse rendendo resultados operacionais nas equipes de interpretação.