
Ocean Framework, C++, Qt, C#
A CGG (atual Viridien), em conjunto com a Petrobras, desenvolvia uma solução para um dos desafios centrais da geofísica moderna no contexto da Sísmica 4D: gerar, a partir do resultado de uma simulação numérica de reservatório, um cubo sísmico sintético correspondente a um determinado instante de tempo da simulação. Esse sintético pode então ser comparado com a sísmica real adquirida em campo, permitindo ajustes de histórico e refinamentos do modelo de simulação por meio de uma análise quantitativa entre o comportamento modelado e o observado.
O núcleo dessa capacidade estava sendo construído na forma da biblioteca S2S (Simulator-to-Seismic), escrita em C++ com interfaces gráficas próprias em Qt. A biblioteca era robusta cientificamente, mas operava fora do ambiente Petrel, dificultando seu uso no fluxo padrão das equipes de reservatórios e geofísica.
O desafio era duplo. No lado da biblioteca S2S, era necessário contribuir com o desenvolvimento e amadurecimento do núcleo numérico em C++, em colaboração direta com os times técnicos da CGG. No lado do Petrel, era preciso construir uma ponte sólida entre a S2S e o ambiente de modelagem, de modo que as equipes pudessem disparar a geração de sísmica sintética, parametrizar os algoritmos e analisar os resultados sem sair do Petrel.
Tudo isso preservando as interfaces gráficas nativas em Qt da S2S, evitando retrabalho de reimplementação e mantendo a coerência visual e funcional com o ecossistema da CGG.

A geração de cubos sísmicos sintéticos passou a ocorrer diretamente sobre os dados do projeto Petrel, eliminando a necessidade de exportar simulações de reservatório para um ambiente externo e reimportar os resultados sintéticos para análise.

A integração preservou e disponibilizou as interfaces gráficas nativas em Qt da S2S diretamente a partir do Petrel, garantindo continuidade com o ecossistema da CGG e evitando retrabalho de reimplementação visual.

A comparação direta entre sísmica sintética e sísmica real adquirida em campo passou a estar disponível dentro do mesmo ambiente de trabalho onde o engenheiro de reservatório opera o modelo de simulação, agilizando o ciclo de ajustes do modelo dinâmico.

O projeto consolidou a atuação da DeepSoft junto a uma das maiores empresas globais de geofísica, com contribuições técnicas reais tanto no núcleo numérico de alto desempenho em C++ quanto na camada de integração com o ambiente Petrel.